Umuarama

Projeto Pulmão Verde de Umuarama irá proteger o manancial Piava

Administração municipal busca apoio financeiro do Governo do Estado

O prefeito de Umuarama, Hermes Pimentel, estará em Curitiba nesta segunda-feira (23) para suas primeiras audiências com equipes do Governo do Estado após a reeleição do governador Ratinho Júnior. E um dos projetos que serão apresentados é ligado à área ambiental.

Pimentel apresentará ao secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge, o projeto que cria o Pulmão Verde de Umuarama. “Um dos objetivos da nossa proposta é dobrar a área de mata ciliar às margens do Rio Piava e de seus afluentes, protegendo as nascentes e o primeiro trecho do único manancial de abastecimento da população”, disse ele.

De acordo com o prefeito, o projeto faz parte de um objetivo maior que é implantar ações para garantir o abastecimento de Umuarama nos próximos anos. “A cidade experimenta um crescimento significativo, registrou aumentou populacional segundo o IBGE – que realiza um censo, atualmente – e precisa garantir água suficiente para as próximas gerações”, defendeu. “Por isso vamos pedir o apoio do Estado em recursos para o Pagamento de Serviços Ambientais (PAS)”, completou.

Investimento de R$ 24 milhões

Proposta é aumentar área de mata ciliar do Manancial Piava.

Para implementar o Pulmão Verde, o secretário do Meio Ambiente, Rubens Sampaio, explica que serão necessários R$ 24,4 milhões em investimentos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Piava. Uma parte dos recursos deve custear serviços e infraestrutura enquanto o restante será utilizado para indenização de proprietários rurais que serão impactados pelas medidas.

Desapropriações

“Será necessário realizar desapropriações e dividimos a área de impacto em três etapas”, explicou. A primeira compreende 54 hectares para ampliação da mata ciliar, ao custo estimado de R$ 1 milhão 263 mil, ao longo do curso natural do Piava, das nascentes até a estação de captação de água da Sanepar, na Estrada Jaborandi.

A segunda etapa amplia a faixa de preservação para os afluentes diretos, com área de 163 hectares e investimento aproximado de R$ 3 milhões 790 mil. A etapa final inclui também as nascentes que contribuem para os afluentes do Piava, somando cerca de 216 hectares que receberão uma faixa mais ampla de matas ciliares. Nesta etapa, o valor a ser pago em indenizações será de pouco mais R$ 5 milhões.

O projeto prevê serviços ambientais semelhantes, também, na parte de Umuarama da APA do Rio Xambrê, que envolve outros municípios.

  • Assessoria 

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