sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Ministério Público denunciou pai e filhos por chacina em Icaraíma

Foi fixado valor mínimo de R$ 500 mil a título de indenização a familiares das vítimas

CSites

O Ministério Público do Paraná denunciou pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada os 4 homens apontados como responsáveis pela morte de 4 cobradores de dívidas em Icaraíma, no Noroeste do Estado, no dia 5 de agosto de 2025. Os denunciados são o pai e seus três filhos – todos presos preventivamente.

Emboscada

De acordo com as apurações do caso, na data dos crimes, as vítimas, naturais do estado de São Paulo, estavam na cidade em razão da cobrança de uma dívida, no valor de R$ 255 mil, referente a negociação feita com um dos denunciados para a compra de uma propriedade rural. Para não pagar os valores devidos, os denunciados atraíram os 4 homens para uma emboscada, na propriedade rural da família, localizada no distrito de Vila Rica do Ivaí. No local, todos foram executados a tiros. Em seguida, atuaram para ocultar os cadáveres e o veículo das vítimas (Fiat Toro), que foram depositados em sepulturas clandestinas (bunkers),  cerca de 14 quilômetros do local dos homicídios.

Ainda na tentativa de dificultar as investigações, segundo o MPPR, os denunciados teriam agido de forma conjunta e coordenada para apagar dados e alterar sistemas de aparelhos celulares apreendidos e periciados pela autoridade policial

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Bunkers e associação criminosa 

As investigações apontaram que o pai Antônio Buscariollo, 67, e os filhos Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 22, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Cândido Buscariollo atuavam como associação criminosa armada desde, ao menos, dezembro de 2023. Eles atuariam em fraudes patrimoniais imobiliárias, homicídios, adulterações de sinais identificadores de veículos automotores, ocultação de cadáveres e fraudes processuais materiais e digitais.

Segundo a Polícia Civil, foram identificados, a partir das apurações, veículos com placas adulteradas, circulação financeira clandestina e ainda estruturas físicas como esconderijos subterrâneos de alvenaria (bunkers) construídos em áreas rurais que seriam utilizados pelos criminosos.

Na denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Icaraíma em 2 de novembro, foram sustentadas como qualificadoras para os 4 crimes de homicídio o motivo torpe, o uso de meio cruel, a emboscada e o emprego de armas de uso restrito para execução do crime.

Reparação

Além das penas privativas de liberdade previstas em lei para os crimes imputados, o Ministério Público requer judicialmente a fixação de valor mínimo de R$ 500 mil a título de reparação cível pelos danos morais e materiais causados aos familiares de cada uma das vítimas.

Vítimas

Alencar Gonçalves de Souza Giron, 36 (credor e morador de Icaraíma); e os cobradores paulistas  Diego Henrique Afonso, 39, Rafael Juliano Marascalchi, 43 e Robishley Hirnani de Oliveira, 53 anos.

 

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