quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Chacina de Icaraíma completa 1 ano. Suspeitos continuam foragidos

Um ano após as mortes, inquérito continua aberto e suspeitos foragidos

CSites

A chacina ocorrida em Vila Rica do Ivaí – Distrito de Icaraíma – Noroeste do Paraná completou 1 ano. Na ocorrência de repercussão nacional morreram 4 homens em emboscada a tiros, na zona rural. Os 2 principais suspeitos de planejar e executar os crimes em companhia de outros indivíduos continuam foragidos e há 1 mês tiveram seus nomes incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol. Isto significa que, sendo encontrados, poderão ser presos em qualquer país membro da Polícia Internacional.

As vítimas da chacina são os cobradores Rafael Marascalchi, 43, Robishley Hirnani de Oliveira, 59, e Diego Henrique Affonso, 39, moradores de São José do Rio Preto e Olímpia, no interior de São Paulo. Alencar Gonçalves de Souza Giron, 39 (credor e morador de Icaraíma) era o contratante do serviço de cobrança e os acompanhava naquele fatídico dia.

A dívida, que seria de R$ 255 mil, é relacionada à negociação de um imóvel rural entre Alencar Gonçalves e determinados membros da Família Buscariollo.

Chacina

CSites

De acordo com a investigação, os 3 homens cobradores de dívidas chegaram a Icaraíma no dia 4 de agosto de 2025. Eles e o credor se encontraram e tiveram o primeiro contato com os supostos devedores em um pesqueiro no distrito de Vila Rica do Ivaí. Os 4 retornaram para a cidade e voltaram a outro local combinado no dia seguinte (5), para prosseguirem com suposta negociação, mas eles desapareceram antes do meio dia.

Fiat Toro

A picape Fiat Toro que eles usavam foi encontrada no dia 11 de setembro dentro de um bunker, no interior da Mata do Tenente. Apresentava vestígios de sangue e marcas de projéteis de armas de fogo de diferentes calibres.

Os corpos

Os corpos dos 4 homens foram localizados na noite de 18 de setembro, enterrados em cova coletiva rasa, distante 650 metros do veículo. Na mesma área também foi encontrada uma motocicleta.

Declarações de óbitos comprovaram que os homens morregaram após serem baleados com uso de diferentes armas de fogo, provavelmente dentro do veículo. Para a polícia, eles caíram em uma emboscada e foram seqüestrados – até o desfecho trágico final.

Antecedentes

Segundo informações divulgadas pela da Polícia Civil (7ª SDP de Umuarama), as 3 vítimas paulistas atuavam há mais de 10 anos na atividade ilegal de cobrança de dívidas e possuíam anotações criminais diversas: Rafael Marascalchi, Robishley Hirnani de Oliveira e Diego Henrique Affonso, 39. Já Alencar Gonçalves de Souza (credor) nada consta que desabone a sua conduta.

Suspeitos

Para a Polícia Civil, até o momento os principais suspeitos de envolvimento direto nos crimes de homicídios são Antônio Buscariollo, o ‘Tonhão’, 67 anos, e um de seus filhos, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 23. A Justiça decretou a prisão temporária deles, que são considerados foragidos. Por meio do advogado Renan Farah, que os representa, os dois suspeitos negam participação.

Alta complexidade

O delegado Thiago Andrade Inácio preside o inquérito sobre os 4 homicídios. Uma força-tarefa constituída por profissionais de diferentes especialidades atua na coleta e identificação de possíveis provas. A investigação ainda não tem prazo definido para encerrar.

De acordo com o delegado, investigações dessa natureza exigem elevado rigor técnico, atuação integrada, persistência e aprofundamento contínuo dos elementos probatórios, especialmente quando envolvem organizações criminosas estruturadas, que empregam sofisticados mecanismos para ocultação de provas e obstrução da persecução penal.

Informou ainda, que a Polícia Civil do Paraná permanecerá empregando todos os meios legais, técnicos e científicos disponíveis para a completa elucidação dos fatos, reafirmando seu dever constitucional de combater o crime organizado, independentemente do grau de estrutura, poder econômico ou influência de seus integrantes.