Policial

Matador de médico confessa mais dois crimes e corpos são encontrados

Acusado confessou ter cometido 4 homicídios em 40 dias

A Polícia Civil de Umuarama elucidou nesta sexta-feira (24) mais duas mortes ocorridas Umuarama. Esses dois crimes também são atribuídos a autoria de Guilherme da Costa Alves, 26, que está preso e confessou ter matado o  médico Renan Tortajada e o travesti Alexan Carlos, 44, no dia 18 de fevereiro. Ele indicou aos policiais o local onde os corpos foram ocultados.

As vítimas

Segundo o Delegado-Chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, uma das vítimas é Everton Josimar de Oliveira, 36 anos, desaparecido desde o dia 9 de janeiro deste ano. O seu corpo foi encontrado enterrado no interior do Bosque Uirapuru.

A outra vítima é Fernandes Nunes de Araújo, 50 anos, desaparecido desde o dia 11 de fevereiro deste ano. O seu corpo foi encontrado em um área rural, próximo a Avenida Portugal, em Umuarama.

As duas vítimas residiam no município de Umuarama e os desaparecimentos ocorreram e foram registrados também aqui nesta cidade.

Identificação oficial 

Segundo corpo também estava enterrado no Bosque Uirapuru.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) e aguardam o reconhecimento por familiares, a fim de confirmar se as identidades são mesmo aquelas preliminarmente levantadas pela Polícia Civil. A confirmação das identidades também depende da conclusão dos trabalhos da Polícia Científica.

Confirmação

Os crimes, segundo o delegado, foram praticados pelo mesmo homem que matou o médico Renan dos Santos Tortajada e Alexan Carlos de Goes, no último dia 18 de fevereiro, em Umuarama. Renan estava enterrado no Boque Uirapuru e Alexan ocultado na Estrada Bordini, em Maria Helena.

Motocicletas

As duas vítimas encontradas nesta sexta-feira tiveram suas motocicletas subtraídas pelo criminoso. Uma delas, Honda Twister, de propriedade da vítima Fernandes Nunes de Araújo, foi recuperada pela Polícia Civil em uma oficina mecânica situada na Zona VII, em Umuarama. A motocicleta da outra vítima ainda não foi encontrada.

Investigação

As investigações que culminaram na localização dos cadáveres estavam em andamento desde o desaparecimento das vítimas. Contudo, após a prisão em flagrante do homem que matou Renan e Alexan, no dia 19 de fevereiro, novas informações chegaram ao conhecimento da Polícia Civil e se somaram àquelas que já haviam sido levantadas.

Mesma autoria

A reunião de todas essas informações apontou que o responsável também pelos desaparecimentos poderia ser o mesmo autor. Diante disso, o preso Guilherme da Costa Alves foi novamente ouvido pela equipe policial e, diante das provas que lhe foram apresentadas, decidiu colaborar e confessou os crimes. Ele levou os policiais até os locais onde os corpos foram encontrados.

Versões do autor

Na versão do suspeito, essas vítimas foram mortas porque ele acreditava que elas estavam lhe perseguindo, a serviço de outros criminosos que tentavam matá-lo por dívidas de droga. Segundo ele (mudando a versão do que tinha repassado anteriormente) esse também foi o motivo pelo qual matou o médico Renan e a vítima Alexan. Ou seja, acreditava que Renan e Alexan estavam seguindo seus passos a mando de outros criminosos que queriam sua morte.

Mentiras

Alegou o suspeito que não conhecia e também nunca teve qualquer relacionamento com o médico Renan e que mentiu quando contou a primeira versão.

Outra mudança de versão foi quanto ao local de execução da vítima Alexan. Ele afirmou que Alexan não foi morto dentro do Bosque Uirapuru, mas somente o médico. Segundo a nova versão, após matar Renan, ele se encontrou com Alexan em outro ponto da cidade e depois o levou para o local onde executou o crime, que fica em uma área nos fundos do Bairro San Marino. A Polícia Civil esteve no local indicado e encontrou uma peruca loira que seria da vítima Alexan.

Exames periciais

Vale esclarecer que tanto a primeira versão como as novas versões estão sendo apuradas pela Polícia Civil, que aguarda o resultado de outras diligências ainda em curso e também o término dos trabalhos da Policia Científica para avaliar qual seria a real motivação de todos esses crimes e a dinâmica dos fatos.

Mortes sem ligação

Gabriel Menezes disse que é importante ressaltar que, pelo apurado até o momento, nenhuma dessas mortes possui ligação. Tratam-se de crimes autônomos, praticados em datas e locais distintos.

Por fim, esclareça-se que até o momento não há informações de outras mortes que tenham sido praticadas pelo mesmo autor.

  • Editoria Milênio
  • Fotos: PCPR

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