Policial

Em Ivaté, segue negociação para prender fugitivo e libertar reféns

Caso o suspeito não se entregar ele poderá ser executado

Já passam 14 horas a tensa negociação que está em andamento para garantir a rendição segura de um dos indivíduos suspeitos de envolvimento na ação armada que resultou na trágica morte do Cabo Reinaldo José Garozi, 45. A operação de gerenciamento de crise acontece em uma residência na zona rural de Ivaté.

Na noite de 17 de setembro, Cabo Garozi foi baleado no ombro em uma tentativa de abordagem às margens da Rodovia PR-323 e morreu no hospital. Era policial militar comandante de uma equipe da Rotam, da 5ª Companhia da PM de Cianorte.

Suspeito

O suspeito é identificado por Maycon de Souza Morette, de 35 anos. Ele é foragido da Colônia Penal do Estado em abril deste ano, membro de facção criminosa, segundo a polícia. Ele que se encontrava escondido no município de Ivaté nos últimos dias, fugiu quando percebeu a presença das equipes policiais que faziam o cerco a ele, invadindo uma residência localizada na Vila Rural Xetá e fazendo duas pessoas reféns – avô e neto. As vítimas estão bem.

Saturação

As autoridades locais e equipes de negociação estão presentes no local, junto a todos os órgãos competentes, para resolver essa situação de maneira segura e pacífica. O secretário de Estado da Segurança Pública, Coronel Hudson Leôncio Teixeira chegou de Curitiba pela manhã e permanece no local da crise. Ele já declarou que a proposta é  salvar os reféns e prender o suspeito, que será encaminhado a uma penitenciária. Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) com negociadores e atiradores de elite estão posicionados na casa.

Exigências

Maycon de Souza Morette.

Segundo informações, o suspeito está com ferimento em uma das mãos e armado. Ele teria feito algumas exigências para se entregar às autoridades. Entre as quais, a presença de representante da imprensa, promotor de Justiça e que não seja levado a uma unidade prisional que tenha integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele pertence a uma facção rival e correria risco de morte. Seu representante legal e um familiar tentam auxiliar nas negociações.
A polícia solicita a colaboração da imprensa e dos moradores da cidade nesse momento de crise, pedindo que evitem aglomerações na área e sigam as orientações das autoridades.

A segurança e o bem-estar das vítimas e de todos os envolvidos são a principal prioridade, e as equipes de negociação estão fazendo todo o possível para garantir uma resolução pacífica dessa crise.

A equipe do Portal Milênio acompanha a ocorrência que não tem hora prevista para terminar.

  • Editoria Milênio
  • Imagens: Polícia Militar

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