Saúde

Em Umuarama, 70% das crianças precisam ser vacinadas contra o sarampo

Vacinação é recomendadas para crianças de 4 meses a 5 anos

A Secretaria Municipal de Saúde faz um alerta à população: exatamente 72,2% das crianças com idade entre 6 meses e 4 anos não tomaram vacina contra o sarampo, uma doença viral infecciosa grave, que pode inclusive matar. De um público estimado de 6.377 crianças, apenas 1.772 foram imunizadas até sexta-feira (27).

Altamente contagiosa e comum na infância, o sarampo estava erradicado no Brasil até meados de 2017, quando alguns casos começaram a aparecer em São Paulo. “A vacina é fundamental para proteger as crianças. Muitas vezes o sarampo chega de forma ‘tranquila’, sem maiores complicações, mas há muitos casos em que o quadro se agrava, podendo deixar sequelas e até mesmo causar a morte da criança”, pontua Jaqueline de Bortoli Shirabayashi, diretora de Atenção Primária em Saúde.

A enfermeira conta que a Secretaria de Saúde fará vacinação especial contra o sarampo neste sábado (28), das 13h30 às 16h30, no Sest Senat. É um momento ideal para levar as crianças que tenham de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias para vacinar.

Ela destaca que é fundamental que as crianças dessa faixa etária tomem uma dose de reforço. “A maioria dos pais não sabe que é preciso tomar uma dose adicional da vacina que estamos disponibilizando agora. Muitos acreditam que o filho estará imunizado para o resto da vida só com uma dose, mas o Ministério da Saúde alerta que é fundamental tomar essa dose de reforço”, ressalta.

Região

Dos 21 municípios que compõem a 12ª Regional de Saúde, Umuarama é a cidade que menos vacinou suas crianças contra o sarampo, conforme relatório divulgado na sexta-feira (27). Já Cafezal do Sul é a que conseguiu a maior cobertura vacinal, tendo imunizado 126% (a estimativa era 131 crianças e vacinou 165). Brasilândia do Sul (118%), Esperança Nova (115%), Alto Paraíso (104%) e São Jorge do Patrocínio (101%) bateram a meta e Maria Helena atingiu 91%. Além de Umuarama, outras cidades da região também estão com baixas taxas de vacinação, como Altônia (só 23% das crianças imunizadas), Xambrê (29%), Ivaté (25%) e Iporã (32%).

Além das crianças, a vacinação contra sarampo é aberta também para profissionais de saúde, idosos, professores do ensino básico e superior, caminhoneiros, agentes de segurança (policiais, forças armadas etc.), pessoas com doenças crônicas e com deficiência permanente, entre outros públicos.

  • Assessoria

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