Umuarama

Sanepar afirma que arsênio em amostra de água estava em frasco de coleta

Amostras feitas pela companhia estão dentro dos parâmetros legais

Há pouco mais de 15 dias Umuarama virou notícia nacional por ter sido incluída no rol de cidades que teriam a água consumida pela população possivelmente contaminadas por ácido arsênico. Questionada, a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) respondeu afirmando que o composto identificado provavelmente estaria no frasco utilizado na coleta da amostra – e não na água.

De acordo com o engenheiro Ezequiel de Souza Ribeiro, gerente regional da Sanepar em Umuarama, os resultados das amostras realizadas pela companhia estão em conformidade com os parâmetros indicados pelo Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde. “Não detectamos trihalometanos totais e bário, com resultado abaixo do valor máximo permitido (VMP) na Portaria. Porém, foi encontrado uma não conformidade no parâmetro arsênio na coleta de 16 de novembro de 2020”, relatou.

Ribeiro prossegue informando que neste dia o resultado foi de 0,0151 miligrama por litro – sendo que o VMP é de 0,01. “Realizamos então nova coleta, no dia 1° de dezembro, e o resultado atendeu perfeitamente à Portaria, apresentando valor menor de 0,0003, que é o limite de detecção do equipamento. Desta forma, essa não conformidade pontual pode ter ocorrido por uma contaminação do frasco de coleta”, garante.

Investigação

Deybson Bitencourt,  secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Umuarama, oficiou a companhia e ressalta que além do termo de investigação contra a Sanepar, o órgão também enviou ofício ao escritório regional do Instituto Água e Terra – IAT abordando os resultados indicados no estudo do Mapa da Água, apresentado primeiramente pelo portal de notícias independente Repórter Brasil, em matéria divulgada na segunda-feira (7). “As informações são gravíssimas e por isso instauramos um Procedimento de Investigação Preliminar, com base no disposto no art. 33, §1º, do Decreto Federal 2.181/97, para apurar a verdade dos fatos”, comentou.

O estudo apresentado no Mapa da Água apontou presença de arsênio, classificado como cancerígeno para humanos. “O ácido arsênico e o trióxido de arsênio, dois compostos inorgânicos desse elemento, são usados como descolorante, clareador e dispersante de bolhas de ar na produção de garrafas de vidro e outras vidrarias”, mencionou, acrescentando que o Procon também oficiou a 12ª Regional de Saúde para que também apresente um parecer sobre o fato. “A Secretaria de Estado da Saúde recebe, antes de todos, os resultados das análises, então solicitamos uma manifestação sobre a instauração de um eventual processo fiscalizatório instaurado pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária”, comunicou.

O Procon também vai custear a realização de contraprovas, que serão realizadas em laboratório independente, em ação que será acompanhada e coordenada pela Diretoria de Vigilância em Saúde.

  • Assessoria
  • Foto: Estação de Tratamento de Esgoto Sanepar.

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