Umuarama

Córrego do Veado está com suas águas contaminadas

Análise da água detectou presença de bactéria de origem fecal

O Córrego do Veado, em Umuarama, está com suas águas contaminadas. Banho e recreação não são recomendados por órgãos ambientais.

Um Inquérito Civil foi instaurado para apurar as circunstâncias de problemas verificados no córrego. E análises químicas realizadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), constataram contaminação microbiológica nas águas. As amostras apontaram presença considerável da bactéria Escherichia coli (de origem fecal).

A chamada ‘Cachoeira do Ventão’ é um dos principais atrativos do curso do Córrego do Veado, bastante visitada por banhistas na temporada de verão.

As principais nascentes do Córrego do Veado afloram nos fundos do bairro residencial Parque Primeiro de Maio. Com grande extensão, o ribeirão corta Umuarama rumo ao limite com o vizinho município de Xambrê, onde junta-se ao córrego Bartira e ajuda a formar o lago da Prainha de Xambrê. Mais adiante a água é captada para abastecimento da população na cidade de Iporã.

O município conta com nascentes de vários córregos em área urbana, todos de grande importância ambiental. “O Córrego do Veado não é utilizado para captação de água para consumo humano, de forma direta, por isso não há riscos maiores para a população de Umuarama”, explicou o secretário do Meio Ambiente, Rubens Sampaio.

O secretário disse que o município acompanha o andamento do inquérito. “Estamos em contato com o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e a Sanepar para identificar as causas do problema e providenciar uma solução. A preservação dos córregos é muito importante para o meio ambiente e o bem-estar da população”, defendeu.

Além disso, para assegurar o bom fluxo das águas e preservar a biodiversidade devem ser respeitados os limites das Áreas de Proteção Permanente (APP). Outro cuidado necessário é a separação e a destinação correta dos resíduos sólidos, de forma a se evitar que o lixo produzido na cidade cause poluição aos córregos.

“Temos um aterro sanitário eficiente, com coleta diária em toda a cidade e uma programação semanal para a coleta de recicláveis. A maior parte da cidade tem coleta e tratamento de esgoto, então não se justifica a poluição por esses resíduos nos rios e córregos”, completou Rubens Sampaio.

  • Assessoria

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