Umuarama

‘Vida noturna’ da região da Avenida Maringá volta incomodar

Fiscalização deverá ser intensificada para amenizar problemas

Novas reclamações às autoridades públicas são feitas por moradores da região da Avenida Maringá, em Umuarama. A área é considerada point preferido de muitas pessoas que têm hábitos noturnos para diversão. E, por vezes, o limite da tolerância é extrapolado.

Diante da situação, representantes das forças de segurança, do Ministério Público Estadual especializado em meio ambiente, e das secretarias municipais ligadas à liberação e fiscalização de atividades econômicas, a Procuradoria-Geral do município e a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) se reuniram para discutir a adoção de medidas para solucionar ou, pelo menos, amenizar o problema.

Reunião na Prefeitura

Lideranças desses setores estiveram com o prefeito em exercício, Hermes Pimentel, na manhã de quinta-feira (9). O secretário chefe de Gabinete e Gestão Integrada, André Rodrigues dos Santos, abriu a reunião expondo as reclamações dos moradores – poluição sonora, algazarra e aglomerações. O secretário de Administração, Silvestre Roberto de Lima, pediu o apoio do Ministério Público para ações mais incisivas das forças de segurança.

Já o procurador-geral do município, Renan Willian de Deus Lima, explicou que em contato com o comando do 25º Batalhão da Polícia Militar, conheceu uma experiência bem-sucedida em Cianorte. “Os empresários da noite foram reunidos e orientados sobre as implicações legais de suas atividades. Depois foi intensificada a fiscalização”, contou.

Situação de comércio noturno em discussão na prefeitura.

Problema antigo

A secretária da Fazenda, Gislaine Alves Vieira de Marins, lembrou que os problemas são antigos e que já foram realizadas diversas ações por parte do município, da PM e da Guarda Municipal. “As aglomerações ‘migram’ para outras regiões quando intensificamos a fiscalização. Depois acabam voltando e ocupando novamente a região da Maringá”, resumiu, reforçando o pedido de apoio do MP para o enfrentamento.

Liberdade constitucional 

Há relatos que a algazarra vira a noite e atrapalha até a missa matinal na Matriz São Francisco de Assis. O promotor público Paulo Roberto Robles Estebon explicou que não há o que fazer quanto ao comportamento social e a liberdade de ir e vir dos cidadãos, que é direito constitucional. Segundo ele, só com o engajamento dos empresários é possível conter esses excessos. Também é necessário intensificar a fiscalização sobre questões sanitárias, ambientais, sistemas de prevenção e combate a incêndio e pânico, observação da capacidade de público, alvarás e outros critérios.

Encontrar alternativas

O prefeito Hermes Pimentel entende que é importante reunir os empresários e abordar a situação. “Não queremos prejudicar o comércio, mas também não é aceitável algazarra, poluição sonora e riscos para a vida dos frequentadores. Temos de sentar e encontrar alternativas que ajudem a amenizar a situação, pois os moradores também têm os seus direitos”, avaliou.

Reunião com empresários

Nos próximos dias, a Prefeitura deve realizar uma reunião com os empresários, principalmente os já reincidentes, no intuito de orientá-los e depois, caso necessário, serão intensificadas as fiscalizações.

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