Política

Aumenta chance de Osmar Serraglio assumir vaga na Câmara Federal

TSE já cassou hoje o diploma do deputado Boca Aberta

O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), relator de processo contra o deputado Emerson Miguel Petriv – Boca Aberta (Pros-PR) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, recomendou a perda do mandato do parlamentar paranaense por conduta incompatível com o decoro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiantou-se, e por unanimidade dos ministros, já cassou o diploma de Boca Aberta em sessão plenária realizada nesta terça-feira (24).

E na possibilidade de Boca Aberta perder definitivamente o mandato 2019/2022, quem assume a vaga dele na condição de suplente é Osmar José Serraglio (PP), de Umuarama. Dr. Osmar, 72,  obteve 64.572 votos na eleição de 2018. A expectativa de seus eleitores é grande nesse momento e o desfechou poderá ocorrer já nos próximos dias. Com isso, o noroeste do Paraná poderá ter mais um representante trabalhando em Brasilia.

Parecer

O parecer, lido nesta terça-feira (24), ainda precisa ser aprovado pelo conselho, mas um pedido de vista coletivo adiou a votação da recomendação por dois dias úteis.

Boca Aberta responde a processo movido pelo Partido Progressista (PP). Ele é acusado de fazer acusações infundadas contra o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) e de invadir uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em Londrina, seu domicílio eleitoral.

Em seu relatório de 51 páginas, Alexandre Leite concluiu que Boca Aberta agiu de má-fé, ao buscar provocar a nulidade do processo, manipular a verdade dos fatos, apresentar documentos adulterados e abusar de suas prerrogativas para atingir a honra de colegas, de cidadãos e de servidores públicos.

“O representado deve perder seu mandato, o convívio parlamentar e, por certo, no que depender da Justiça, também o convívio em sociedade, seja para uma correção mais apurada da sua conduta ou para uma reabilitação da plenitude de suas faculdades mentais e saúde psíquica”, afirmou Alexandre Leite.

Segundo o relator, Boca Aberta se apresenta como uma figura folclórica e humilde, mas “a agressividade, o abuso, a humilhação, o populismo degenerativo e a autopromoção em detrimento da imagem alheia sem medir quaisquer consequências são as verdadeiras marcas de sua atuação parlamentar”.

A manifestação de Boca Aberta, que deveria se dar após a leitura do voto por Alexandre Leite, foi transferida para a próxima reunião sobre o caso, por decisão do presidente do Conselho de Ética, deputado Paulo Azi (DEM-BA).

  • Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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