Umuarama

Em Umuarama, entidades acolhem pessoas em situação de rua

Atualmente cerca de 100 pessoas não tem moradia fixa na cidade

Nesse inverno, alguns municípios preparam alojamentos improvisados em ginásios de esportes para receberem casualmente pessoas em situação de rua. Mas em Umuarama, a assistência social está organizada e estruturada para acolher esse público em instalações mais humanizadas.
A maior parte deles já está, inclusive, acomodada em instituições parceiras, que recebem recursos financeiros e apoio da Prefeitura.
Com a onda de frio se evidenciando na região, a questão tem ganhado espaço na mídia e despertado as atenções da sociedade. Porém, desde o início da pandemia de coronavírus – em março de 2020 –, a administração municipal tem trabalhado de forma coordenada com entidades de acolhimento e atenção à população mais vulnerável, especialmente em situação de rua.
Acomodações humanizadas para as pessoas.
“Implantamos um alojamento coletivo no ginásio de esportes do Conjunto Guarani, no ano passado, sob a supervisão do Ministério Público, de forma emergencial, depois decidimos buscar um alojamento mais cômodo, com um atendimento melhor, o que resultou na parceria para a unidade dois da Apromo”, lembrou a secretária de Assistência Social, Izamara Amado de Moura. Hoje, contando com os índios que estão de passagem por Umuarama, a estimativa é de que 90 a 95 pessoas estejam em situação de rua. A maioria já está alojada nas instituições.
Entidades reestruturadas
Com apoio financeiro do município, algumas entidades se reestruturaram e a capacidade de acolhimento e atenção social foi ampliada e melhorada. “Hoje temos 68 leitos em parceria com a Apromo (40 na unidade central e 28 na outra), que pode acolher mais sete pessoas em leitos adaptados (temporários), se necessário, e mais 15 leitos em parceria com um serviço social que está se estruturando na cidade, totalizando 90 vagas. Uma parte está ocupada, mas ainda temos espaços disponíveis”, informou a secretária.
Investimentos
Izamara lembrou que no ano passado foram investidos R$ 168 mil em recursos federais para melhorar a Apromo um e instalar a segunda unidade, atendendo diretamente as pessoas em situação de rua, e que mensalmente o município aplica R$ 70 mil em recursos para o atendimento a este público nas duas Apromo – R$ 45,6 mil em uma unidade e pouco mais de R$ 25 mil na outra).
Abrigos com Serviço de cozinha e diversão.
“Diante da pandemia, auxiliamos as instituições a reestruturar a oferta de serviços, refeições, equipes técnicas e alojamentos. A Apromo oferece quatro refeições diárias e a comida é ótima. Também temos a Casa da Sopa, que fornece comida de qualidade no almoço”, completou.
Um fator a se considerar é que apesar das vagas, algumas pessoas não aceitam o acolhimento e preferem permanecer na rua. “Algumas dessas pessoas não aceitam regras, como horário de entrada e saída, evitar o uso do álcool e de drogas, o que gera transtornos entre eles mesmos e também com a equipe”, lembra o presidente da Apromo, Júnior Lopes. “Neste caso o município distribui cobertores e nós deixamos as portas abertas, caso mudem de ideia”, apontou.
A abordagem é feita diariamente – às vezes mais de uma vez ao dia – pela equipe do Centro Pop”, acrescentou Izamara. O coordenador do Centro Pop, Roger Giopatto, conversou inclusive com os indígenas que estão alojados na Praça da Bíblia, junto ao terminal urbano. Eles receberam os cobertores doados pelo município, porém recusaram se instalar no abrigo.

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