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Umuarama propõe medidas restritivas e esforço regional para conter pandemia

Umuarama adotará medidas mais restritivas. Cidades da região ainda vão analisar

O prefeito Celso Pozzobom teve duas reuniões nessa sexta-feira (19), para discutir ações de enfrentamento à pandemia de coronavírus, que vive o momento mais crítico desde o surgimento dos primeiros casos, em março de 2020. Porém, a possibilidade de lockdown – um período de restrições mais rígidas ao funcionamento da atividade econômica para reduzir a circulação de pessoas ainda não teve definição.
A primeira reunião foi com lideranças da área da saúde e representantes a Associação Comercial e dos trabalhadores. À tarde, com prefeitos da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios).

Definições

As definições estão sendo buscadas para que no máximo no início da próxima semana sejam anunciadas. “Hoje faz exatamente um ano do nosso primeiro decreto de situação de emergência e agora a situação é dramática. Não temos mais leitos, faltam profissionais médicos e de enfermagem, alguns remédios estão acabando e não há mais equipamentos no mercado para aquisição. A única saída é frear a transmissão do vírus e para isso precisamos reduzir a circulação e as aglomerações”, disse Pozzobom.

A secretária da Saúde, Cecília Cividini, lembrou que nos três meses deste ano – ainda incompletos – Umuarama já registra quase a mesma quantidade de óbitos de todo o ano passado. “Já estamos vendo pessoas morrerem nas unidades de saúde e no ambulatório, aguardando uma assistência especializada que só existe nos leitos Covid dos hospitais”, disse.

O Centro de Operações de Enfrentamento à Covid (COE) emitiu um parecer ao prefeito com a situação da doença na cidade e as medidas recomendadas. Representantes dos hospitais apoiam a ideia do fechamento por 10 a 14 dias. A chefe da 12ª Regional de Saúde, Viviane Herrera, disse que já são quase 18 mil casos em toda a região, 236 óbitos e alguns fora dos hospitais – de pacientes que aguardavam atendimento.

“Temos 129 pacientes aguardando leitos na Macrorregião Noroeste, 55 deles em UTI. Na nossa Regional são 15 pacientes. A taxa de contaminação está altíssima – 48% quando o aceitável seria 5% – e os hospitais pararam de realizar cirurgias por falta de medicamentos, atendendo apenas emergências. Precisamos aumentar as restrições e contar com o apoio da população”, disse Viviane.

Adoção de medidas mais rígidas para controlar a pandemia.

Amerios sem consenso 

À tarde, também no anfiteatro da Prefeitura, o presidente da Amerios reuniu os prefeitos membros e a situação dramática do atendimento aos pacientes Covid foi apresentada para embasar a necessidade de medidas conjuntas, que devem ser adotadas por todos os 21 municípios da entidade. “O decreto do Estado não surtiu o efeito esperado e como os pacientes de toda a região precisam ser atendidos em Umuarama, as medidas devem ser conjuntas”, defendeu Marcos Alex.

Os prefeitos tiveram espaço para se manifestarem, mas não chegaram a um consenso sobre quais medidas serão adotadas. “Vamos estudar quais medidas restritivas que podem ser legalmente efetivadas e apoiar a posição de Umuarama, que tem maior responsabilidade no atendimento aos pacientes”, concluiu o presidente.

[Assessoria]

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