Policial

Gaeco prendeu presidente da Câmara de Quarto Centenário

Negócio suspeito na venda de mercado que é fornecedor ao município

Em Quarto Centenário, o Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta terça-feira, 10 de novembro, a Operação Bom Preço, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. O presidente da Câmara – que é candidato a prefeito – foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munições.

Os mandados – obtidos pela 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Goioerê foram cumpridos por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no gabinete do presidente da Câmara Municipal, na sua residência, em um mercado e na residência da suposta dona do mercado. Durante a operação, o vereador foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munição.

Venda simulada de mercado

Conforme apurou o Ministério Público, há indícios de que tenha havido a simulação da venda do mercado, que era de propriedade do vereador – atualmente, concorrente ao cargo de prefeito nas eleições deste ano –, para uma funcionária do estabelecimento que não tinha condições de fazer a compra.

A venda supostamente simulada (por R$ 80 mil em 40 prestações de R$ 2 mil, valor e condições incompatíveis com o faturamento do mercado) teria sido feita um dia antes da diplomação do vereador, com o objetivo de manter contrato de fornecimento que o estabelecimento possuía com o Município e afastar a incidência dos dispositivos constantes da Lei Orgânica do Município de Quarto Centenário e do Regimento Interno da Câmara de Vereadores que proíbem a contratação com o Município de pessoas jurídicas administradas por membros do Poder Legislativo. O mercado recebeu, de 2017 a 2020, mais de R$ 1 milhão em decorrência do contrato.

Indícios de irregularidade

O MPPR levantou diversos indícios de que a propriedade continua sendo do investigado: permanência do fornecimento de energia elétrica e do endereço eletrônico dele como responsável, uso de veículo de propriedade do investigado para atividades da empresa, inclusive entrega de compras, manutenção de familiares próximos do vereador como funcionários e em cargos de comando da empresa, impossibilidade de a compradora pagar o preço combinado e o fato de a transferência ter sido feita um dia antes da posse do investigado no Legislativo.

Nas buscas, foram apreendidos documentos, anotações, cheques e dinheiro em espécie. Na residência do presidente da Câmara, foram encontrados um revólver calibre 32, uma caixa com 46 munições e R$ 13.138,00 em espécie. O nome do suspeito não foi divulgado.

  • Imagem: Divulgação.

[Fonte: MPPR]

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