Saúde

Professor da Unipar avalia tratamento da arteriosclerose com fitoterápico

Em reconhecimento ao trabalho científico que vem desenvolvendo, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) renovou a bolsa PQ (Produtividade em Pesquisa) do professor e pesquisador Emerson Lourenço, da Universidade Paranaense. A conquista é comemorada, pois são poucos professores pesquisadores que conseguem.

A ajuda financeira do órgão federal traduz-se num incentivo à pesquisa que Lourenço realiza no campo da Medicina Veterinária, com área de concentração em Toxicologia Animal. São diversos projetos científicos. Um deles tem foco na jabuticaba (Plinia cauliflora) e o intuito é investigar seus efeitos hipolipemiantes e antiaterogênicos em modelo experimental de arteriosclerose, doença de origem multifatorial e crônico-inflamatória.

“A doença ocorre em resposta à uma lesão no endotélio vascular das artérias, o que pode causar ao corpo humano o infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, morte cardíaca súbita, entre outras consequências”, explica o pesquisador. Segundo ele, estudos que avaliam os efeitos farmacológicos e de segurança de derivados vegetais para o controle e/ou auxílio no tratamento da hipertensão arterial sistêmica associada à aterosclerose são extremamente relevantes e necessários.

“Neste sentido, a Plinia cauliflora (da família Myrtaceae) é promissora para o desenvolvimento de um fitoterápico, já que se trata de uma planta amplamente utilizada na etnobotânica do Brasil”, destaca Lourenço, que conta com a colaboração de colegas pesquisadores e alunos de programas de iniciação científica da Unipar para o desenvolvimento da pesquisa. Os trabalhos começaram no ano passado. “Já tivemos resultados importantes sobre este estudo: primeiro deles é o uso eficaz do extrato dessa planta na prevenção da lesão cardíaca com quimioterápico e, outro, é que este extrato não possui toxicidade e reduz expressivamente os níveis de colesterol e triglicerídeos em modelo de arteriosclerose”.

Fazem parte da colaboração do objeto de pesquisa os professores Odair Alberton, Ezilda Jacomassi e Daniela Boleta, da Unipar, e Arquimedes Gasparotto Junior, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), além dos alunos de graduação e pós-graduação Gabriel Augusto Beirão, Gabriel Maciel, Guilherme Donadel, Halisson Murilo Oliveira, Joice Karina Otenio, Mariana Moraes, Maxuel Fidelis, Ana Paula Cestari e Catia Sari Moura.

Mérito

Na avaliação do professor Emerson, que exerce pesquisa acadêmica há 17 anos, esta conquista é fruto de muita dedicação. “Desde quando comecei na pesquisa, em 2003, tenho buscado desenvolver uma produção científica qualificada, sempre com o objetivo de colaborar diretamente na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, assegura. Na Unipar, além de lecionar e pesquisar, ele também tem cargo de gestão: é coordenador do mestrado em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica.

(Assessoria)

 

 

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