Região

Vereador quer barrar contrato da Sanepar em Cruzeiro do Oeste

O presidente da Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Oeste, Aparecido Delfino dos Santos, está defendendo o fim do contrato da Sanepar com o Município, que tem população estimada em 21 mil habitantes. De acordo com ele, o contrato de prestação de serviços de abastecimento de água tratada e de tratamento de esgoto sanitário vence no próximo em setembro de 2020.

Em 2015, a administração municipal renovou o contrato com a Sanepar com período de 15 anos, renovável para mais 15. Mas se depender de Cidinho Delfino, essa renovação não irá acontecer.

“Há alguns anos venho lutando, estudando e avaliando o abuso na cobrança da água da Sanepar junto aos consumidores. E esse é o momento certo para acabar de vez com este problema”, explicou. O edil já articula essa posição com os demais colegas de Casa Legislativa e espera que a prefeita Helena Bertoco seja favorável à interrupção do contrato.

Cidinho Delfino disse que ele – na condição de presidente da Câmara Municipal – não irá permitir que o contrato da empresa de economia mista seja renovado com o município. “Assim como mais de 50 municípios do Paraná administram sua própria água, aqui também nós administraremos”, enfatizou o vereador. Disse que a Uvepar (União dos Vereadores do Paraná) ou outra empresa de consultoria especializada, poderá auxiliar a Câmara e a própria Prefeitura no rompimento legal do contrato.

Preço justo

O vereador citou como exemplo o sistema municipalizado nas vizinhas cidades de Mariluz e Tapejara, onde uma família carente (de baixa renda) paga apenas uma taxa mínima de R$ 20 com limite de consumo equivalente a 10 mil litros de água por mês. Já a taxa de rede coletora de esgoto é apenas 50% do valor da conta. “A família paga apenas R$ 30 por mês de água e esgoto, e quem não tem esgoto paga apenas R$ 20”, comparou. Ele calcula que o custo da tarifa da água municipalizada será em torno de 70% menor que o cobrado atualmente pela Sanepar. E cita que em uma casa de classe média se pagará somente entre R$ 50 e R$ 70 por mês.

Nestas cidades citadas não existe atuação da Sanepar. Quem administra os serviços é a Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).

No Paraná, a Sanepar mantém contratos com 346 dos 399 municípios. Na região de Umuarama, além de Mariluz e Tapejara, Japurá e Jussara também têm administração própria dos serviços de água e esgoto.

Cianorte já renovou contrato por mais 30 anos. Umuarama deverá seguir o mesmo caminho, antecipou o prefeito Celso Luiz Pozzobom. Neste município o contrato de concessão está vencido há vários anos e a Sanepar trabalha amparada por uma medida liminar (provisória) lhe concedida pela  da Justiça.

(Da Redação)

Foto: Arquivo | Vereador Cidinho Delfino.

 

 

 

 

 

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