Universitário

Unipar usa simuladores em aulas práticas de anatomia

Investimento em tecnologia de ponta

Acompanhando uma tendência mundial, que reprova o sacrifício de animais e o uso de cadáveres em aulas práticas de Medicina e Medicina Veterinária, a Universidade Paranaense – Unipar adquiriu cadáveres sintéticos para fazer a substituição. Os modelos são utilizados para simulações cirúrgicas e treinamentos de habilidades nos cursos de formação médica.
Fascinam a textura e a densidade, similares às estruturas anatômicas reais. A tecnologia é da startup brasileira Csanmek, que também trouxe de São Paulo para Umuarama a Plataforma Multidisciplinar 3D de anatomia. Esta funciona como uma mesa que exibe modelos tridimensionais de todos os sistemas do corpo humano. Chamam a atenção os órgãos e seus detalhes anatomicamente perfeitos. A novidade da Csanmek, exportada para dez países, já foi apresentada aos professores e técnicos da área da saúde da Unipar. Todos participaram de um curso de capacitação ministrado pelo CEO da empresa, Cláudio Santana. O objetivo foi ensinar os comandos da plataforma, que se traduz numa espécie de tablet gigante com inúmeros recursos.
Foto: Divulgação | Cadáver sintético permite aulas sobre o corpo humano, com realismo.
“Esta plataforma nos dá recursos reais de anatomia humana e veterinária, que permitem o acesso a exames dos pacientes, a programar cirurgia e discussão de casos clínicos e pesquisa”, disse Santana. A plataforma integra diversas áreas do conhecimento, desde anatomia básica, psicologia, até aplicações clínicas. “Em vez de estudarmos o ser humano na hora do procedimento, com esta tecnologia podemos antecipar isso, fazendo o planejamento e o protocolo cirúrgico que pretendemos utilizar”, diz a diretora do Instituto de Ciências Biológicas, Médicas e da Saúde da Unipar, professora Irinéia Baretta.
Acompanhando a evolução científica, a plataforma recebe em média de três a quatro atualizações ao ano, informa o coordenador de Laboratórios Científicos da Unipar, professor Denilson Cassita.  “A grande vantagem que ela proporciona é a integração instantânea de saberes, trazendo para dentro da universidade consultórios, hospitais, clínicas e UBS’s, porque ela pode ser interligada a qualquer hospital e clínica do mundo”, destaca.
De acordo com Cassita, “o aluno poderá simular desde uma dor moderada até um trauma de grande intensidade, desenvolvendo com isso a capacidade de diagnosticar problemas e doenças num exame virtual muito próximo do real”.
Tecnologia de ponta

“A Unipar sai na frente com esta plataforma digital completa, tecnologia que vai facilitar em muito o ensino para os alunos da graduação, especialização e residência. Este avanço digital dentro da educação é fundamental, facilitando tanto a transmissão quanto à absorção do conhecimento. E o resultado é uma melhora no diagnóstico e no tratamento médico”, opina o professor Fábio Augusto de Carvalho, que ministra a disciplina de Anatomia Topográfica e Descritiva no curso de Medicina da Unipar.

(Assessoria)

Foto: Divulgação | Cadáver sintético possibilita planejamento e protocolo cirúrgico.

 

Foto: Divulgação | Cláudio Santana (Csanmek) orienta sobre funcionamento da máquina.

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