Justiça

Policiais rodoviários são denunciados por propina

O núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, apresentou denúncia contra cinco policiais rodoviários estaduais que teriam cobrado propina de motoristas para liberação de automóveis com irregularidades. Os policiais foram investigados na Operação Via Calma, deflagrada em dezembro do ano passado.

A partir de notícia anônima encaminhada ao Gaeco, o órgão passou a acompanhar as diligências realizadas por policiais rodoviários estaduais que teriam por hábito a montagem de operações de bloqueio em determinadas vias na região metropolitana de Curitiba com o objetivo de cobrar as propinas.

Conforme apurado pelo Gaeco, os policiais abordavam veículos em situação irregular (com débitos pendentes no Detran, falta de documentação ou multas de trânsito não pagas) para liberá-los após o pagamento de propina.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara da Auditoria Militar Estadual, em sete endereços residenciais dos municípios de Curitiba, Paranaguá, Araucária, Colombo e Almirante Tamandaré, e mais dois nos postos da Polícia Rodoviária Estadual de Almirante Tamandaré e Quatro Barras. Somente neste último local foram apreendidos cerca de R$ 2 mil em espécie. Durante a operação, também foram apreendidos outros valores, que ainda serão verificados, documentos, telefones celulares e materiais diversos. Foram expedidos também 22 mandados de condução coercitiva.

As investigações tiveram início em março deste ano, após denúncia de que policiais rodoviários realizavam blitzes para abordar veículos que estavam em situação irregular (no Detran, por exemplo) e liberar indevidamente. As investigações do Gaeco apuram crimes de corrupção passiva, prevaricação e organização criminosa.

(Fonte: MPPR).

Foto: Divulgação | Os flagrantes ocorreram na Região Metropolitana de Curitiba.

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