Justiça

FAB chegou a Moçambique com ajuda humanitária

As duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) que levaram ajuda aos atingidos pelo Ciclone Idai pousaram, por volta das 12h50 (7h50 no horário de Brasília) desta segunda-feira (01), na cidade de Beira, em Moçambique. Os dois C-130 Hércules transportaram mais de 20 toneladas de suprimentos e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Integrantes da comunidade brasileira acompanham a chegada dos aviões a Beira

Embaixador do Brasil em Moçambique, Carlos Alfonso Iglesias Puente; pela Diretora-Geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Augusta Maita; e pelo Adido de Defesa do Brasil em Moçambique. No desembarque, um grupo de brasileiros recepcionou os militares no aeroporto com bandeiras e gritos de apoio e agradecimento.”Esta ajuda do Brasil é muito bem-vinda, se junta a todo um esforço internacional que apoia nossa população que sofre desde o dia 14 de março com o ciclone e com os alagamentos. Ao todo, 518 pessoas já morreram em nosso país. Estamos agradecidos ao Brasil e sensibilizados com esse apoio”, disse Augusta Maita.

Militares da Força Nacional desembarcam em Moçambique

Para o Embaixador, o esforço da FAB foi essencial para a chegada da ajuda brasileira. “Senti muito orgulho de ver a bandeira do Brasil e essas duas aeronaves chegando em um momento tão difícil. Essa ajuda era muito esperada. O apoio da FAB foi fundamental para o transporte de suprimentos e militares. Uma ajuda muito necessária”, ressaltou.Esforço aéreo logístico

A missão de assistência humanitária, considerada de grande complexidade pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), foi acionada na quinta-feira (28) por meio do Ministério da Defesa e por determinação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Já na sexta-feira (29), as duas aeronaves da FAB e suas tripulações estavam prontas para o cumprimento de uma rota que envolveu a travessia do Oceano Atlântico e pousos técnicos em dois países antes da chegada a Moçambique.

Os aviões do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo, saíram do Rio de Janeiro na sexta-feira (29), às 18 horas, com insumos de assistência humanitária fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Parada técnica em Recife antes da travessia do Atlântico

Na primeira parada, em Belo Horizonte (MG), bombeiros e militares da Força Nacional embarcaram com quatro veículos, botes, equipamentos de logística e recursos tecnológicos para operações de busca e salvamento.Ainda no Brasil, os aviões fizeram uma última parada técnica no Recife (PE). Lá, as aeronaves foram reabastecidas e as tripulações substituídas: de seis homens em cada Hércules, as equipes passaram a contar com 10 militares.

Na África, após quase nove horas cruzando o Oceano Atlântico, os Hércules C-130 pousaram em Abidjan, na Costa do Marfim. “Aqui realizamos o reabastecimento da aeronave depois dessa grande quantidade de horas. Apenas um pouso técnico”, comentou o comandante de uma das aeronaves, Capitão Aviador Roberto Lopes Gomes.

Mais 5 horas e 40 minutos e os aviões do 1º/1º GT chegaram a Luanda, em Angola. O Embaixador do Brasil no país, Paulino Franco de Carvalho Neto, se encontrou com os militares da missão. O órgão diplomático prestou apoio ao grupo e o Embaixador ressaltou a importância do trabalho da FAB no transporte. “A Força Aérea demonstra, mais uma vez, seu profissionalismo, sua capacidade de reagir às emergências e de apoio às demandas do Governo do Brasil. A operação conjunta demonstra também nossa capacidade de agir no plano internacional, incluindo a África, que precisa tanto do nosso apoio”, disse.

A decolagem do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, com destino à cidade de Beira, aconteceu às 6h10 da manhã (2h10 no horário de Brasília). “Essa missão gerou uma demanda muito grande. Foram muitos lugares diferentes, negociações, acordos internacionais, precisávamos definir a melhor rota. Mas é uma missão muito prazerosa. A gente treina e fica sempre pronto para isso. É gratificante ajudar a salvar vidas”, declarou um dos pilotos da missão, Capitão Aviador Nelson Dias da Silveira Costa.

Para o Sargento Leandro Francisco Cardoso a missão também é gratificante. “Nossa missão aqui é trazer ajuda e apoiar esse povo tão sofrido. É muito bom se sentir útil e usar tudo aquilo que aprendemos na Escola de Especialistas e na carreira. Estamos ajudando o povo moçambicano a ter um pouco mais de alento”, completou.

Entre os materiais transportados estão água potável, veículos de transporte como camionetes e botes motorizados, barracas, geradores, torres de energia, macas, equipamentos de mergulho, além de ferramentas como motosserras, pás e enxadas. Um carregamento do Ministério da Saúde também foi levado. Ao todo, são seis kits de medicamentos e insumos, totalizando 870 kg, quantitativo suficiente para atender até 3 mil pessoas por um período de três meses, segundo informações do Ministério.

 

Fotos: Tenente Jonathan/CECOMSAER e Sargento Bruno Batista/CECOMSAER

Fonte: Agência Força Aérea (por Tenente Jonathan Jayme)
Edição: Agência Força Aérea (por Tenente Emília Maria)
Revisão: Capitão Landenberger.

Bombeiros, tripulações dos C-130 e integrantes da Força Nacional em Beira
Foto: Tenente Jonathan/CECOMSAER

Viaturas da Força Nacional também foram transportadas
Foto: Sargento Batista/CECOMSAER.

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