Umuarama

PR-323 será duplicada sem praças de pedágio

(Editoria)

A Rodovia PR-323 deverá ser duplicada em toda a sua extensão restante de 207 quilômetros sem implantação de praças de cobranças de pedágio. E com investimento de recursos do Governo do Estado e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). “O dinheiro está disponível em caixa do Estado”, assegurou o governador Beto Richa, dois dias antes de renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado.

Richa esteve em Umuarama no dia 4 de abril para onde anunciou a liberação R$ 96,9 milhões para o início das obras de duplicação da via entre Paiçandu e Doutor Camargo. Segundo Richa, este é o primeiro lote do projeto de modernização da rodovia. No total, o Estado vai investir, ainda em 2018, R$ 241,7 milhões na melhoria de 216 quilômetros da estrada.

Na presença de autoridades políticas e lideranças da região, Richa ressaltou que o trecho lançado é o que tem o projeto pronto. “O importante é que temos recursos já reservados no orçamento deste ano. Com as contas do Governo do Estado organizadas e equilibradas, haverá certamente recursos para conclusão integral da obra, uma grande conquista para toda esta região”, disse.

Este primeiro lote de duplicação da rodovia abrange um trecho de 20,7 quilômetros, incluindo a construção de um viaduto e duas trincheiras. A licitação será lançada na segunda quinzena de abril. A obra tem duração prevista de 24 meses. “Essa medida reafirma nosso compromisso com esta rodovia tão importante para o Noroeste do Paraná”, afirmou o governador.

Ele lembrou que o projeto era para ser executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), que foi rescindida, em função de problemas da empresa líder do consórcio. “Com o ajuste fiscal e o equilíbrio nas contas do Governo, temos agora condições de executar a obra com recursos públicos. A vantagem é que não haverá cobrança de pedágio”, disse.

No evento, os engenheiros do DER apresentaram o cronograma completo das 11 ações programadas para a rodovia ao longo de 2018. Dos R$ 241,7 milhões estimados para este ano, R$ 236,7 milhões são recursos próprios do Governo do Estado e outros R$ 5 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Serão destinados R$ 230,8 milhões para obras e R$ 10,9 milhões para projetos e estudos.

Haverá intervenções nos 216 quilômetros da estrada entre Paiçandu e Francisco Alves. A divisão em lotes permitirá que várias empresas atuem em diferentes frentes de trabalho simultâneas, distribuídas ao longo da rodovia. Serão licitados quatro lotes de obras de duplicação, contratação de dois projetos de duplicação, além de estudos de viabilidade, terceiras pistas, marginais, ponte e viaduto.

O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, ressaltou que a obra na PR-323 é um compromisso assumido pelo Governo do Estado. “Desde o início da gestão estamos realizando obras, como a duplicação Maringá-Paiçandu, o acostamento de Umuarama em direção a Iporã, o Trevo do Cedro”, disse ele.

“Hoje anunciamos o cronograma de obras, desde Paiçandu até Francisco Alves. Temos várias frentes. Mesmo realizando a obra neste primeiro trecho, continuaremos fazendo os outros projetos”, explicou. O trecho seguinte deverá ser a duplicação de quatro quilômetros na área urbana de Umuarama (Posto Gauchão até a Cocamar).

Para o presidente da comissão PR-323 de Umuarama e região, Sérgio Frederico, a iniciativa representa o reconhecimento do esforço de pessoas e entidades pela duplicação da rodovia. “O interesse é salvar vidas e também desenvolver nossa região. Foi dado o primeiro passo”, disse. “É uma obra esperada há muitos anos. Ficamos fora do Anel de Integração constituído em 1998. Nestes 20 anos houve aumento do fluxo de veículos na rodovia e hoje ela está inadequada”, explicou. A região está mobilizada em defesa da duplicação completa da via, que apresenta tráfego de 30 mil veículos/dia. 

Foto: Divulgação | Ato de assinatura de liberação de recursos financeiros para obras da PR-323 e outros projetos.
Foto: Divulgação | Beto Richa autorizou início das obras antes de deixar o Governo.

 

 

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