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Decoração Rosa no velório de Tábata

O sepultamento do corpo da garotinha Tabata Fabiana Crespilho Rosa, assassinada em Umuarama, foi sepultado na tarde de 29 de setembro no Cemitério da Barra, em Balneário Camboriú, litoral catarinense. E mesmo em meio a grande dor e comoção pela tragédia, familiares dela lhe prestaram uma homenagem simbólica. A sala do memorial foi decorada com balões de cor rosa e personagens preferidos da menina. Até as coroas tinham flores com essa tonalidade.

Fabrício, o pai biológico de Tabata, chegou ao local em prantos, carregando ao colo uma boneca da filha. Apesar da distância, ele falava frequentemente com a menina. Disse que não terá a chance de ter a filha de volta, mas cobrou justiça para o criminoso identificado pela polícia e outros eventuais cúmplices.

Um familiar disse que Tabata iria passar as férias escolares no litoral, ir à praia com a família, como fazia todos os anos. No dia 6 de fevereiro seria comemorado o sétimo aniversário dela, com uma festinha que estava sendo programada, como de costume, no Balneário. “Era uma menina que encantava a todos, muito inteligente, não tinha maldade”, lembrou. Aguardava com ansiedade o momento de viajar para Santa Catarina, mas o sonho foi interrompido por ação de um elemento que deveria estar cumprindo pena recluso e não no convívio da sociedade.

Tabata nasceu e viveu em Camboriú até os 3 anos de idade. Depois da separação dos pais, ela veio para Umuarama com a mãe Fernanda. Era filha única por parte de pai e por parte de mãe tinha mais dois irmãos: um menino de 13 anos e outro recém-nascido. Estava cursando o primeiro ano na Escola Rui Barbosa (Parque Danielle) e naquele fatídico dia teria aula de educação física, que gostava de praticar. Mas foi raptada no caminho e não chegou ao destino. 

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